Friday, December 16, 2005

A casa Kalil

Depois do embate Receita Federal, Daspu, e todo mundo contra a Daslu, outra disputa vai agitar o mundim da moda: Patricinhas e Prostitutas Ofendidas unidas contra Glória Kalil.
Outro dia na rádio Eldorado, ouvi o boletim da especialista de moda (quem começa alguma coisa com "Olá Chiques"?), no qual ela falava sobre a tragicômica situação da Daslu X Daspu. No desenrolar de seu falatório, ó o que saiu:
"Para sermos honestos, não há como distinguir uma garota de programa de uma patricinha. O mesmo cabelo, a mesma roupa assanhada, o mesmo decote. Todo mundo se veste da mesma maneira permissiva e... vamos admitir, vulgar." Ui, dasfu.

Wednesday, October 26, 2005

TIM Fest III

Difícil de acordar depois de dançar tanto. Reuni os últimos músculos que ainda funcionavam e me arrastei até Copacabana (minha casinha) onde pude relembrar a infância e comer biscoito Globo doce com Skol gelada (esse foi o pitaco adulto). Deu tempo ainda de fazer almoço com choppinho, peixe e pirão de frente pro mar, babando no Rio, e com a antiga promessa de largar tudo e abrir um restaurante-pousada-loja de sei-lá-o-que latindo na cabeça. Enfim...
Último dia de TIM Fest. E as bandas que eu mais queria ver estavam lá. Stage: Television. Todo mundo odiou, eu curti. Punk geriátrico da melhor qualidade. Depois. Elvis Costello. Simplesmente lindo. Já no começo do show, que originalmente seria de mesa, já chamou todo mundo pra frente do palco. E eu, pelo pequeno tamanho consegui cortar caminho até, literalmente, a frente dele. Então, já achava que o show era só pra mim. Tocou clássicos como "Alison", "Everyday I Write the Book", versão romântica de “Suspicious Minds”do Elvis, só não fiquei até ouvir "She", porque além da música ser overdose de sentimentalismo para alguém que assistia o show sozinha, fui pegar o finzinho da Vanessa da Mata no outro palco.
TIM Lab. Vanessa da Mata, doce como sempre, e Catatau querido na guitarra. Depois, o esperado Kings of Convenience (amo, amo, amo) veio fazer um show intimista. Pediu diversas vezes silêncio pra platéia mal educada que não tinha entendido que pagar de gatinho era no Tim Village, e não dentro de show. Tocaram "Misread" e a galera indo junto. Lindo, chorei. Teve parabéns para Eirik Glambek que faria aniversário na terça-feira, e até cantaram em português quase perfeito "Corcovado" de Nara+Menescal. Fizeram questão de cumprimentar todo mundo no final do show e prometeram uma versão luau na praia de ipanema. Ganharam como melhor show e banda fofa. Sem dúvida.
Por último, Morcheeba. Como adoro a banda há milianos, sou supeita pra falar. Cantaram seus hits de trip hop, empolgaram a galera, mesmo com a nova vocalista australiana, que teve ataque de Fernanda Porto e arriscou um saxofone.
Final da Odisséia. Muito show bom, muita risada, muita cerveja e muita gente legal entrando na minha vida. Por isso amo o Tim Festival.
E viva o Rio de Janeiro!

TIM Fest II

Sabadão no RJ, mesmo com tempo nublado é uma delícia. Fomos fazer um almoço só de meninas para saber as fofocas do dia anterior (impressionante como em festival, um dia significa um zilhão de coisas). Churrasco com farofa de banana no Sesc Pompéia devidamente reproduzido dentro do Braseiro na Baixa Gávea. Todo mundo deu as caras. Ótimo demais, com direito a comprinhas e muita coca light para aguentar a ressaca que moía o cerebelo.
Primeiro show da noite pancadão: De La Soul. Sem palavras, foi curto, mas bom demais. E ainda teve o gatíssimo rapper Trugoy para animar a mulherada. Depois veio a popozuda cingalesa M.I.A. Fofa que só, baixote de canela fina e pés paramentados com tênis de basquete branco, no melhor estilo rapper-funkeira. Mistureba dançante de hip hop, electro-funk carioca com gritos estridentes e ótimas bases. Abriu o show com "Pull up the people" e ainda sampleou na boazinha "Bucky Done Gun" a música "Injeção" da funkeira carioca Deise Tigrona, que subiu ao palco pra fazer o duo da música com a cantora. Último do Tim Stage: Dizzee Rascal. Bom, mas o som estava tão alto que a reverberação no chão fazia cócegas no pé. Saí correndo pra tentar ver Arcade Fire. Sem sucesso. Infelizmente.
Motomix: KLJ, set curto mas eficiente. Depois Cut Chemist, que eu amei. Ele já começou se apresentando usando as picapes. E tira casaco, moleton, joga boné. Estiloso no último. Usou base de Antonio Carlos e Jocafi, atirava seus discos. Último da noite: Diplo. Sem palavras. Fez versão de "Holla Back Girl" da Gwen Stefanni, tocou "Sweet Dreams"(que muita gente adorou dizer que odiou, mas estava lá felizassa cantando). E ele, que além de namorado-rodie-amigo-produtor da M.I.A, é um dos maiores divulgadores no funk carioca fora do Brasil, colocou a galera pra chacoalhar as cadeiras com clássicos como "Feira de Acari". Noite insana. Overdose dançante.

TIM fest I

Chegando no MAM já dava arrepio. Os palcos, as pessoas e o som que vazava pra fora dos palcos. Já falei e repito: Tim Fest é insano. É o meu carnaval.
Dia 1 da odisséia: por tormentos logísticos e porque eu sou uma puta amiga, perdi quase todo o show do Mundo Livre S.A, uma das minhas Top 5 bandas nacionais do momento. Mas cheguei bem na hora do cover de "Guns Of Brixton" que eles fazem. Muito bom. Fred 04 estava possuído e fez questão de justificar que o MLSA toca essa música desde shows nos anos 80. De qualquer forma, nem precisava falar nada, porque a versão ficou bem boa. Tocaram também a nova "Soy Louco por Sol", música que quando toca, tem poder de mangue bit hipnótico, vai aí um pedacim:
"estou ocupado demais tentando decidir como investir e gastar bem meu dinheiro. Liberdade, liberdade, regulação é o mesmo que censura.
Dane-se o planeta e as futuras gerações".
Depois entrou Kings of Leon (piadinha infâme 1: os queridos celeirinhos), já entoando o hit "Molly's Chambers". O show foi nessa linha, mas já tive que sair correndo (maratona patrocinada pela Tim, como corri naquele museu) pra conseguir ver o show do M. Takara no Tim Lab, que atrasou um tantão pra começar. Como diria Matias, bonzasso. Como sempre.
Voltei pro Stage, show do Strokes, o mais esperado da noite. Não me empolgou. E jurava que tinha ouvido eles tocarem algo parecido com "Mandy" do Barry Manilow. Fato esse que comprovei logo em seguida.
De novo Tim Lab, entrou Jamie Lidell, que eu não conhecia. Soul eletrônico, Electro-soul (será que existe?) da melhor qualidade. Perfomance ótima, branquelo em roupão de oncinha, levou até assistente de palco com óculos bizonho.
Peguei o comecinho do Vincent Gallo. Pior show da noite. Pior do Tim. Chato, chato.

Inutildigitalidades

Depois de passar uns minutos vagos procurando obsessivamente algo que o Gooooooogle não soubesse, acho que encontrei: o Google não sabe a fonte das placas de trânsito. Se alguém encontrar esse resultado, por favor, avise-me que eu retiro esse post.
E para quem quiser saber mais sobre a vida, sentimentos e reflexões de uma placa de trânsito vale ler uma crônica romântico-filosófica sobre o assunto que tinha no site do Detran. Mas prepare seu Klinex. É de chorar.

"Reflexões de uma placa de trânsito (Nascimento, vida e morte)". Ui! Aqui.

Tuesday, October 25, 2005

How deep the rabbit-hole goes?

Recomendo a leitura: Free Culture, do Laurence Lessig. Lógico, licenciado em CC. Lógico, pode fazer o download.E lógico, já é um ótimo começo. Clica aqui!

Criativos Comuns

Pra mim isso aí é a nova Bossa Nova. E ao invés de ser um novo estilo musical, se trata de uma nova forma de distribuir cultura. O Creative Commons prega a flexibilização dos direitos autorais através das 14 licenças que possui, permitindo que artistas abram de forma parcial ou total os direitos autorais das próprias obras. Tem uma para cada gosto e a forma de usar é tão fácil que até a minha avó conseguiria licenciar suas receitas. Uma música, filme ou fotografia que esteja sob uma licença do CC pode não só ser baixada livremente da internet, mas, dependendo da forma que a licença for configurada, a obra pode ser alterada, reproduzida, compartilhada e divulgada. É o auge da viralização em tempos digitais. É a viral-digitalização.É a real democratização da cultura. Segundo Laurence Lessig, o cara que criou o CC, "a cultura do remix é aquela que vai derrubar as barreiras entre criador e 'consumidor' da cultura. entre artista e público. entre estado e cidadão.".
Gente que não consumia cultura vai passar a consumir pelo acesso facilitado, gente que não conseguia produzir idem. Novas bandas vão surgir, novos cinestas serão conhecidos, vai ser um carnaval só de coisa nova, coisa boa, coisa ruim também, mas o melhor é que teremos a possibilidade do acesso e pós conceito.
Irado né? Foi a pílula vermelha Matrixiana que faltava para colocar um pouco mais de loucura no meu trabalho. E tem muita coisa rolando. E virão em posts separados para que minha ansiedade não me emudeça por mais outro mês.

Long time no see

Faz 1 mês que não faço nenhuma postagem. Falta de tempo também, excesso de viagem, mas acho que foi mais pela avalanche de coisas novas que vi, ouvi, presenciei. Fiquei sem palavras mesmo. Vou tentar fazer alguns relatos sobre essa imersão em cultura nacional que me meti nesses últimos dois meses. Mas já posso adiantar uma coisa. O Brasil é foda.

Monday, September 26, 2005

Um mineirim de Pernambuco

Toda vez que olho a figura de Junio Barreto fico imaginando que com aquela carinha e jeitinho de santo, ele deva ser o maior aprontão. Pelo menos já o é musicalmente. Ao 41 anos, é considerado como o mais “novo” talento da MPB e virou compositor cultuado, como já foram Lenine, Zeca Baleiro, Pedro Luiz, e outros tantos que hoje já têm carreira mais sólida.
Já tem um fã clube fiel (pequeno, é verdade) , que chegou a levantar uma faixa imensa no meio de uma participação sua no show de Lenine, com os dizeres: Junio, te amamos.
Ainda consegue causar histeria (pequena, é verdade) nas mocinhas de beira de palco quando canta, sentado sob a caixa de som, uma música mais romântica.
Mas é com esse jeitinho, sem fazer muito alarde, que Junio chegou por aqui e hoje já tem músicas cantadas por intérpretes como Maria Rita e Gal Costa.
Letrista detalhista, já ouvi falar que por querer escrever sobre todos os momentos, já chegou a andar de gravador na mão, para não deixar escapar nada. Menino talentoso e melodioso, mas que não sabe tocar nenhum instrumento. Quem for assistir ao seu ótimo show, vai perceber que ele sabe deixar espaço para o seus músicos, quando sua voz não é mais necessária. Ou como todo bom mineirinho, vai para trás do palco para que ninguém saiba o que está fazendo. Enfim, Pernambucano ou Mineiro, vale a pena assistir. Não só pelo show curioso (não vá esperando nada muito animado) mas também para dançar com a cabeça.
Toda sexta no Blen Blen. Vai lá.

Thursday, September 22, 2005

Mobilizando

“Desculpas por ele ser o maior idiota do mundo”. Moby repetiu isso um par de vezes no meio de seu show na terça-feira no espaço das Américas, numa forçada mea culpa por ser americano e ter Bush como presidente. Ainda convocou os presentes a mostrar o dedo do meio, tirando uma foto que deve ser colocada em seu portal (ou talvez enviada à casa branca). Mas ficou chato. Não que Bush não mereça, mas ao repetir essa ladainha em todos os shows do Brasil, seu discurso ficou parecendo disco riscado.
Ainda assim, a banda fez um show irretocável. E o mais legal foi ver que por trás da música de Moby, existe uma banda completinha, bateria, guitarras, teclado, parcussão, com excelentes músicos e uma back vocal (Mrs Joy Aleita Grant) com vozeirão poderoso. Formação essa, pela primeira vez no Brasil.
Eles tocaram os hits que consagraram o cantor/DJ por aqui, como "Porcelain", "Natural Blues", "We Are All Made of Stars", e as do ótimo novo Cd “Hotel”, como “Raining Again" e "Lift me up”.
O mais surpreende foi a pegada roqueira do cantor. Fez cover de Sepultura, com a música “Roots”, tocou Radio Head, "Break on Through (To the Other Side)" do Doors. Enfim, colocou a galera pra chacoalhar as cadeiras. E que galera. Público de 2700 pessoas pagantes, com ingressos a R$170,00. É para poucos.

Tuesday, September 06, 2005

Terra da lagoa

São Paulo combina com chuva. Trânsito caótico, rua alagada, ônibus lotado, gente correndo, isso tudo é muito paulistano. E chuva exerce um fator psicológico imenso no pessoal dessa cidade: fica todo mundo meio bodiado, meio catastrófico. No toró de hoje, metade da empresa em que trabalho (eu inclusive), saiu pra ver a chuva. É como se morássemos no deserto e nunca tivéssemos visto água. Mas corremos pra ver se nenhuma árvore tinha caído em cima do carro ou se o estacionamento já estava alagado.
Mas pra mim chuva traz uma deprê gostosa. É melancólico, cinza, combina com jazz e café de padaria. E ainda tem guarda-chuva. Guarda-chuva sempre deixa a cidade um pouco divertida. No Brasil não existe aquela coisa londrina de ter guarda-chuva todo preto. Tem o com a cara da Madonna que brilha, o xadrezinho que vende no farol, amarelo com Bob Esponja. E tem sempre aqueles que usam o guarda-chuva pra parar o vento, o que faz com que eles entortem. E aqueles que se esforçam pra andar em dois debaixo de guarda-chuva. Ficam igualando o passo, o ritmo, a respiração. Às vezes tentam um equilíbrio em três, o que sempre resulta em uma cena divertida.
Talvez por isso goste tanto de ficar sozinha em dia de chuva. Em silêncio, ouvindo barulhinho d´água e observando as pessoas. Antes achava as pessoas tristes em dia de chuva, até descobrir que era eu quem sofria de melancolia em dia chuvoso. Desde pequena tinha essa coisa com chuva. Sempre gostei de andar debaixo d´água porque me sentia livre. Parecia que debaixo da chuva as coisas aconteciam devagar, como se fosse um portal só meu. Lembro-me de uma vez na faculdade ter chegado encharcada, porque tinha voltado devargazinho a pé na chuva. E todo mundo se questionando o que eu tava fazendo lá, tranquila. Engraçado. Por causa dessas maluquices, acho que no meu guarda-chuva só caiba um.

Friday, August 26, 2005

Tangas mágicas

Vocês viram o índio com diamante na cueca? Já falei, cueca é um troço suspeito. Ainda mais porque índio que é índio não usa cuecas. Será que dá pra fazer tráfico de influência pela cueca?